sábado, 23 de maio de 2009

Cry-Baby (1990)



Jaquetas de couro, cabelos com brilhantina, rebeldias e rock n' roll. Essa é a base do modo de vida adolescente nos anos 50, e foi nisso que John Waters se baseou para fazer um musical sensacional: Cry-Baby.

Sabe, Cry-Baby mostra o cotidiano dos adolescentes na década de 50. Ou seja, algumas brigas entre os "rebeldes" denominados Farrapos, e os "playboys" da época, denominados Caretas.

Para fazer este filme, John Waters tinha de atender à censura imposta pela produtora (PG 13), ou seja, o diretor não poderia colocar a imensa quantidade de... Bem, não poderia fazer com Cry-Baby, o mesmo que fez com Pink Flamingos.

O personagem principal, Cry-Baby (Johnny Depp), é o líder dos Farrapos. Porém, acaba se apaixonando por um Careta de nome Allison (Amy Locane), a partir daí a trama de desenrola.

Cry-Baby é orfão, seus pais foram mortos na cadeira elétrica. Assim, Cry-Baby se arrepende a cada ato de rebeldia que faz. Entretanto, ele "não se arrepende muito", só se arrepende pela metade, por isso só chora por um olho; daí o apelido Cry-Baby.

Allison é criada pela tia, mas está cansada de frequentar as festas caretas e cansativas que lhe são impostas. Ela quer ser livre e rebelde, por esses entre outros motivos, ela tenta se juntar das mais diversas formas com o seu amor; Cry-Baby (Chorão, no Brasil).



sexta-feira, 3 de abril de 2009

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965)

Peitos; Tura Satana; mulheres se batendo; mulheres batendo em homens; mulheres batendo em todo mundo; Tura Satana; carros envenenados; Tura Satana; FASTER, PUSSYCAT! KILL! KILL!

Agora, sério. Fast, Pussycat! Kill! Kill!, dirigido por Russ Meyer (para quem não saca das coisas ele foi fotógrafo da Playboy durante um tempo), é daqueles filmes REALMENTE obrigatórios. Um filme com tantos, digamos, atributos "não PODE ser ruim"! E não o é, claro.

O roteiro é um pouco confuso, admito: três dançarinas de dança go-go (Tura Satana, Haji e Lori Williams) estão a testar as suas máquinas (os carros, amiguinho, não as outras máquinas...) no deserto da califórnia e acabam entrando numa fria! Após um racha acabam matando um rapaz e seqüestrando a namorada dele. Vão fugindo, mas acabam parando num posto da Petrobras (hahahahaha, como eu sou engraçado) e descobrem que um velho paralítico e seu filho guardam uma fortuna em algum lugar da sua velha casa... acho que não preciso contar o que acontece em seguida.

A ótima trilha sonora, composta de muito jazz, também é um atrativo. E é incrível com ela se encaixa perfeitamente, tanto nas cenas de ação com nas de dramalhão - digamos - "barato".

O verdadeiro clássico cult contemporâneo.





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quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Malvada (All About Eve - 1950)

"Na noite de entrega do prêmio Sarah Siddons, todas as atenções se voltam para Eve Harrington (Anne Baxter). Utilizando o flashback, a vida de Eve é revelada, desde quando conheceu e foi contratada como secretária de Margo Channing (Bette Davis), uma grande estrela da Broadway, até ela mesma alcançar o estrelato."

Indicado a 14 Oscars e vencedor de 6, incluindo o de melhor filme, em 1951, All About Eve é um filme sobre o teatro. Bette Davis é Margo Channing, uma grande estrela dos palcos que acaba contratando Eve Harrington (Anne Baxter), que se diz muito fã de Margo, como secretária/qualquer coisa.

Mas, na verdade, ela só estava se fazendo de fã e boazinha para conseguir os contatos importantes que frequentavam a casa e a vida de Margo e conseguir o estrelato no palco.

O elenco, claro, é da mais fina flor. Só pela Bette Davis, no papel da "doce" Margo Channing o filme já entraria na lista dos meus favoritos ever, mas Anne Baxter surpreende no papel da jovem e ambiciosa "amante do teatro" Eve. Temos aqui também um Marilyn Monroe em início de carreira, fazendo uma pontinha no papel de Claudia Caswell.

Sem duvida um dos melhores filmes já feitos, com roteiro e direção primorosos de Joseph L. Mankiewicz.

O amigo Miguel Andrade chegou ao ponto de contar quantos cigarros Bette Davis fuma nesse filme! Vá lá no La Dolce Vita :D



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domingo, 29 de março de 2009

O Ritual dos Sádicos (O Despertar da Besta - 1969)

"Um renomado psiquiatra injeta doses de LSD em quatro voluntários com o objetivo de estudar os efeitos do tóxico sob a influência da imagem de Zé do Caixão. O personagem aparece de maneira diferente nos delírios psicodélicos e multicoloridos de cada um, misturando sexo, perversão, sadismo e misoginia. Interrogado por um grupo de intelectuais, o psiquiatra faz uma revelação surpreende que os obriga a questionar suas convicções."

O Ritual dos Sádicos foi produzida em 1969, mas teve a sua exibição proibida pela censura, e só foi exibido pela primeira vez em 1982, sob o nome de "O Despertar da Besta".

Obra-prima do cinema nacional e uma jóia encravada na filmografia do GENIAL cineasta José Mojica Marins, O Ritual dos Sádicos, como diz Luís Alberto Rocha Melo no Portal Heco de Cinema, "pode ser visto como um vôo em alta velocidade que, a certa altura, atinge em cheio o chamado Cinema Marginal ou de invenção."

Mojica, aqui, usa de metalinguagem para falar de si e do seu personagem: encaixa, de forma coerente, claro, participações suas em programas de TV, HQs do Zé do Caixão, marchinhas de carnaval e cenas de seus filmes. O próprio Mojica participa do longa, fazendo o papel de si mesmo. Zé do Caixão aqui não é um personagem "físico": ele é visto, apenas, como uma entidade presente no subconsciente de seus personagens.

Um filme polêmico, inovador e, de certo modo, perturbador.



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sexta-feira, 27 de março de 2009

Alucarda (1978)

"Uma jovem chega a um convento após a morte de seus pais, fato que marca o início de uma série de eventos que liberta uma presença maligna na garota e na sua misteriosa nova amiga, uma enigmática figura conhecida como Alucarda."

Clássico do cinema de horror latino-americano (mais precisamente mexicano) dirigido por Juan Lopez Moctezuma, Alucarda é uma adaptação - mais uma adaptação - da história da vampira Carmilla.

De uma linda fotografia, que as vezes lembra muito os clássicos da Hammer - propositalmente, claro - e CARREGADA de simbolismos.

Um erro muito comum entre as pessoas que ainda não assistiram esse filme é achar que se trata somente de mais um Exploitation, já que é um recurso muito usado nesse filme. Ledo engano... as pessoas que forem assistir Alucarda com essa idéia sobre o filme ficarão um pouco desapontadas: não é só um filme sobre sexo e blasfêmias. Um filme que trata do tema satanista muito bem, além de conter também o embate Ciência X Religião e, em conseqüência, o abandono da "razão" diante daquilo que não pode ser explicado cientificamente.

E, claro, Tina Romero na flor da idade mostrando toda a sua... vocês devem ter entendido. E nunca vi tanta mulher gritando na minha vida!

Dirigido por Juan López Moctezuma, com Cláudio Brook, David Silva, Tina Romero, Susana Kamine, Tina French, Lili Garza, Birgitta Segerskog, Adriana Roel, Antonia Guerrero, Martin LaSalle, Manuel Dondé, Adriana Riveroll, Susan Inman e Alejandra Moya.



Torrent (versão em espanhol)
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Prelúdio Para Matar (Profondo Rosso - 1975 )

"Uma testemunha de um assassinato se une a um repórter para encontrar o criminoso. Enquanto isso, ocorrem mais crimes e eles percebem que, na verdade, é o assassino que está lhes acompanhando."

Reza a lenda que Alfred Hitchcock, depois de ver esse filme do diretor italiano (e filho de uma fotógrafa brasileira) Dario Argento, teria declarado: “Este jovem italiano está começando a me preocupar”.

Grande clássico do giallo, gênero muito popular no cinema italiano dos anos 70. Profondo Rosso é, sem sombra de dúvida, a obra máxima de Argento - junto de Suspiria - e um marco em sua carreira. É evidente a evolução que Argento apresenta nesse filme, em relação com os anteriores. É evidente a maturidade que ele alcançou ao fazer esse filme.

Não é um giallo "convencional": onde, geralmente, o assassino só é revelado no fim. Mas também não é jogado para o publico a identidade do mesmo, sem quase nenhum esforço, como ocorre nos filmes de Hitchcock (que acreditava que o suspense não vem no desconhecimento do "meliante" - até o fim - por aquele que está vendo, e sim pelo contrário) . É apresentado pistas no decorrer da história, algumas para ajudar a formar a identidade do assassino e outras para nos confundir.

Argento dirige Profondo Rosso com se estivesse pintando um quadro; um quadro onde o "vermelho profundo" é figura central.

Outra coisa que se destaca no filme, como o vermelho profundo - quase de tinta mesmo - do sangue, é a sua MARAVILHOSA trilha sonora. Profondo Rosso é o primeiro filme da longa parceria de Dario com a banda de rock progressivo italiana Goblin, liderada pelo paulistano Claudio Simonetti.

O que você está fazendo que ainda não assistiu Prelúdio Para Matar?



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quinta-feira, 26 de março de 2009

Polyester (1981)

A filmografia de John Waters pode ser dividida em antes e depois de Polyester: temos aqui elementos muito usados nos seus "anárquicos" filmes dos anos 70, mas a coisa está ficando mais, digamos.... civilizadas, como a fase que viria a seguir.

Divine é Francine Fishpaw, uma dona de casa prestes a ter um ataque de nervos: o seu marido é dono de um cinema pornô - atraindo, assim, a fúria da vizinhança puritana - e a trai com a secretária, o seu filho é um "drogado" que tem tara por pisotear pés de pobres damas em pleno Carrefour, a sua filha é - desculpe a clareza - PUTA e a mãe é uma "escrota" que só quer saber de roubar o dinheiro da pobre Francine e deprimi-la mais e mais.

Para piorar Francine só tem uma amiga: a sua ex-empregada doméstica que ficou milionária. Pelo menos é uma amiga leal, e a unica pessoa a ficar no seu lado quando a "bomba de hidrogênio" explode e ela cai na bebida.

Pobre Francine...

Nos primeiros minutos, num curta obviamente "separado" do filme, somos apresentados a "um avanço na experiência cinematográfica", o Odorama! O odorama nada mais era que uma cartela que o publico recebia na entrada do cinema: quando aparecia um numero numa cena, geralmente com Francine cheirando algo, o mesmo numero deveria ser raspado na cartelinha, e o cheiro - acredito eu - era o cheiro daquilo que estava em cena.

Não preciso dizer que é imperdível, preciso?



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